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No terceiro volume da coleção
Portugal,0, dedicada à poesia contemporânea portuguesa, encontramos
uma seleção de poemas de Luís Quintais, dicção que aposta no olhar
como porta de entrada ao signo poético, à dureza e delícia da
realidade também, talvez. Nas palavras de Ida Ferreira Alves:
"(...)Sua
poética é sutil e silenciosa, quase uma janela aberta na página em
cuja moldura poeta e leitor se detêm frente a um mundo cotidiano e
indiferente. Seus versos não são desafiadores ou sarcásticos como os
de alguns de seus contemporâneos, nem ingênuos ou deslocados frente
ao seu tempo, são apenas (e com esse advérbio indico uma habilidade
de depuração do poeta) versos que se efetivam como reversos de
emoções finitas e parciais, versos que continuam a existir mesmo
após a célebre afirmação de Adorno de que "escrever um poema após
Auchwitz é um ato bárbaro", acreditando, ao contrário, que a poesia
deve continuar a se fazer no seu ofício de inquietude e cisão."
Prefácio de
Ida Ferreira Alves
Confira a
carta de fundação da coleção.
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