
idioma: Português | edição:
dimensão: 18.00 x 13.00 x 0.00 cm | peso: 0.300 kg
tipo de capa: Capa Dura
Neste terceiro livro de Adalberto Müller, permanece a consciência poética de um poeta atento “à fatura do poema”, como observa Ligia Cademartori, prefaciadorora a obra. Esta consciência, no entanto, não impede o autor de dar uma leveza, vista na oscilação entre a fala coloquial e a fala obliqua, às composições dos poemas. As quatro seções em que se divide o livro compõem uma única voz de expressão peculiar e inquietante do que podemos pensar ser a relidade. O Norte e o Nordeste do Brasil, com suas culturas próprias, se misturam às experiências cosmopolitas do poeta adepto ao fronteirismo e ao nomadismo, como fica expresso em sua pequena nota biográfica ao final do livro.

Adalberto Müller (Junior) nasceu em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. É nômade desde os 16 anos, tendo vivido em Campo Grande, Campinas, Brasília, Curitiba, São Paulo, Köln e Münster. Desde 2009 vive no Rio de Janeiro. Também pratica o fronteirismo e o nomadismo intelectual e criativo. Doutor em Letras pela USP, atuou e/ou atua como professor de Literatura e de Cinema em algumas universidades (UFPR, UTP, UnB, Lyon2, UFF); pesquisador do CNPq (Bolsa PQ) em Literatura e Cinema, e membro do Conselho da SOCINE; roteirista e diretor de cinema, realizou, em 2008, o curta-metragem
Wenceslau e a árvore do gramofone, baseado em poemas de Manoel de Barros, e agora prepara um documentário sobre Benedito Nunes; tradutor
de poesia, publicou traduções de Francis Ponge (O partido das coisas, A mimosa), de E.E. Cummings (O tigre de veludo, indicado ao Prêmio Jabuti), de Paul Celan (Revista Oroboro) e de Jan Brossa (Revista Zunái); poeta, publicou poemas em revistas como Coyote, Poesia sempre e Inimigo rumor, além dos livros Ex officio (Paris, 1995) e Enquanto velo teu sono (7Letras, 2003).

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