
idioma: Português | edição:
dimensão: 21.00 x 14.00 x 0.00 cm | peso: 0.300 kg
tipo de capa: Brochura
O saldo destes ensaios de Ronaldes de Melo e Souza é uma compreensão mais plena e profunda do fenômeno literário e uma abertura poética de horizontes hermenêuticos que ampliam o âmbito de estudo da literatura. O nada subage na transparência conjunta de tudo. A visibilidade repousa sobre um fundo de invisibilidade. A presença e a ausência constituem o anverso e o reverso de uma mesma realidade, que se poematiza como o duplo domínio da vida e da morte. Deus e o homem, o mundo e os entes intramundanos são perpassados pela duplicidade primordial da luz e da treva, a que se reportam o aclínio diurno e o declínio noturno, a expansão vital e a contração mortal. Os contrários não contradizem a existência, porque ela os contém em si mesma. No mundo concreto das coisas devenientes, os extremos contrapolares mutuamente se gratificam como expressões do ato genesíaco. Não se concebe a morte como nadificação final, mas como força morfogenética, que condiciona a possibilidade de manifestação da vida. (“A poética rilkiana da existência”).
Ronaldes de Melo e Souza nasceu em Grupiara, município de Estrela do Sul, no Triângulo Mineiro, em 1946. No final dos anos 60 mudou-se para Brasília para estudar
no Centro de Estudos Clássicos da UnB, extinto pouco depois. Tornou-se estudante de Letras na mesma universidade, e posteriormente professor de Literatura Brasileira e Teoria da Literatura. Aposentando-se na UnB em 1995, veio para o Rio de Janeiro. Prestou concurso para a UFRJ, onde até hoje leciona Literatura Brasileira, para a
Graduação e a Pós-Graduação. Recentemente publicou, pela EDUERJ, os livros O romance tragicômico de Machado de Assis (2006), A saga rosiana do sertão (2008) e A geopoética de Euclides da Cunha (2009), além de Ficção e verdade: diálogo e catarse
em Grande sertão: veredas, publicado em 1978 pelo Clube de Poesia de Brasília. Professor e ensaísta, Ronaldes também escreve poesia, cultivando um gênero próprio que denomina epilírica.

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