
idioma: Português | edição: 1
dimensão: 21.00 x 14.00 x 0.00 cm | peso: 0.300 kg
tipo de capa: Brochura
Como um corpo surgindo, composto por vinte e uma peças literárias que expressam uma outra relação com a tradição, Roberto Corrêa dos Santos caminha sinuosamente e em frente, ensaiando poeticamente, ou, como nomeia o próprio autor, “em modo de poema ensaio”, oferecendo-nos uma obra de pesquisa e experimentação da escrita, ampliando-a. “O conjunto faz circularem as forças da linguagem de Roberto”, diz o pesquisador Luiz G. Barbosa no pósfacio da obra, encontrando “na arte o lugar para fazer do livro, e da sua escrita, um trabalho de multiplicação de espaços.”

Roberto Corrêa dos Santos pesquisa e leciona hoje, acionando seu constante trabalho em arte (o fazer, o estudo de), de modo exclusivo, no Instituto de Artes da UERJ, onde atua nas áreas de Teoria da Arte e de Estética; vem escrevendo sobre uma teoria da arte que bem recentemente começou a ser construída, em grande parte, pelas próprias obras artísticas, de maneira distante das normas discursivas e metodológicas das disciplinas, isto é, segundo processos adisciplinares; além de vir operando performances e livros-de-artista, quem-aqui tem tais atividades como objeto de investigação: tudo aproxima-se do que chama de (e exerce) Clínica de Artista, exposta em textos tantos e, especialmente, no livro Modos de saber, Modos de adoecer: o corpo, a arte, o estilo, a vida, o exterior (EdUFMG). Convive com os amigos, de histórias muitas, gentis, acolhedores, sábios – acordos de existências, alegres partilhas.
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