
idioma: Português | edição:
dimensão: 18.00 x 12.00 x 0.00 cm | peso: 0.200 kg
tipo de capa: Brochura
Jorge Fernandes da Silveira, intimamente ligado à poesia como pesquisa e procura, é dos mais poéticos ensaístas literários – não espanta que Eduardo Prado Coelho, irmão seu na profissão de fé da crítica e da leitura, o tenha chamado certa vez de poeta. Na poesia, ou melhor, fazendo versos, já que na poesia Jorge sempre esteve, são estes Dez campos a estreia do autor, que aqui se mostra, inclusive, em uma de suas melhores faces: a de professor de literatura portuguesa, pois é com algumas figuras tutelares do idioma inventado por Camões, o Poeta inclusive, que Jorge Fernandes da Silveira conversa conversas de ida e volta, idas e voltas, tête-à-tête.O pretexto, a Copa do Mundo de 2010, disputada na África do Sul e, portanto, testemunhada por olhos historicamente privilegiados: no Cabo da Boa Esperança, o Adamastor, em Durban, um jovem Fernando Pessoa, nas arquibancadas espalhadas por todo o mundo, poetas e não poetas, como Cecília Meireles, os desabrigados da chuva no Nordeste e Barack Obama.Circunda o fim da África, ou o começo de muitos mundos, a lírica de Jorge, e estabelece uma aventura que se joga no frenesi da escrita em cima do lance e, sobretudo, no duradouro intervalo de uma recepção que durará bem mais que quinze minutos.

Jorge Fernandes da Silveira é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos mais destacados ensaístas literários no âmbito dos estudos de literatura portuguesa. É autor de, entre outros, Portugal - Maio de Poesia 61 (INCM), O Tejo é um rio controverso - António José Saraiva contra Luís Vaz de Camões (7Letras) e Verso com verso, reunião de boa parte de sua produção ensaística, editado pela Angelus Novus, de Coimbra. Há mais de quarenta anos militando na UFRJ, é responsável direto pela formação de diversos pesquisadores e professores brasileiros de literatura portuguesa.

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